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  • Foto do escritorBJ

Edu Falaschi – 21/08/2022 – Tokyo Marine Hall

E finalmente chegou a hora de São Paulo ver a mega produção de Edu Falaschi, a

Vera Cruz Tour 2022. Nesse dia o Tokyo Marine Hall estava preparado para a

gravação do DVD, sendo programadas a apresentação na íntegra de Rebirth e Vera

Cruz, com a participação de convidados especiais.



Para começar a esquentar a noite, no hall de entrada do Tokyo Marine Hall se

apresentava a banda “Deep Purple Friends”. Tocando clássicos do metal (Deep

Purple, Dio, Black Sabbath, Motorhead), a banda formada por Nando Fernandes

(vocal), Fernando Piu (guitarra), Fábio Guedes (baixo), Rodrigo Simão (teclado) e

Amílcar Chistófaro (bateria) impressionava pela qualidade na execução das músicas.

Uma ótima escolha, principalmente porque não havia uma banda de abertura para a

noite.





Pouco após as 20:00, com a casa literalmente cheia, Junior Carelli (ex-tecladista da

banda ‘Shaman’) se apresentou como o diretor do DVD e falou sobre a alegria de

fazer parte desse trabalho, convidando a plateia a participar o máximo possível.

Alguns minutos depois as cortinas se abriram, com a introdução de “In Excelsis

tocando, revelando um palco montado como o convés de uma caravela, com dois

pisos. No centro do piso superior de destacava a batera de Aquiles Priester, ornada

com o já característico polvo. O lado esquerdo era ocupado pelos teclados de Fábio

Laguna e no direito os backing vocals de Raissa Ramos e Fábio Caldeira. No piso

inferior estavam as guitarras de Diogo Mafra e Roberto Barros, o baixo de Raphael

Dafras, todos capitaneados pelo vocalista e estrela da noite, Edu Falaschi.

Na sequencia a banda começou com “Nova Era”, sendo acompanhada a todo

momento pelo público. Foram vários petardos na sequencia (Millenium Sun, Acid Rain,

Heroes of Sand e Unholy Wars). Houveram pequenos problemas técnicos nesse

começo, principalmente na equalização dos instrumentos, mas nada que atrapalhasse

realmente a apresentação.




Após a sequencia de entrada, Edu falou um pouco sobre a sua carreira, sobre o

trabalho que ia apresentar na noite e chamou o primeiro convidado, o violonista Fabio

Lima. Ele executou um solo belíssimo, emendando com Rebirth. A viola casou muito

bem com esse clássico, que foi executado com perfeição pela banda.

Na sequencia veio Judgement Day e uma apresentação da toda a banda pelo Edu,

sendo o mesmo apresentado no final pelo baterista Aquiles. Era visível o

entrosamento de todos.




Era hora do segundo convidado da noite, o tenor lírico Thiago Arancam. O mesmo

alcançou projeção ao interpretar o Fantasma da Ópera na passagem do musical pelo

Brasil em 2018. Thiago começou, como deve ser regra no Sindicato dos Tenores,

cantando o clássico trecho de “Nessun Dorma” acompanhado somente pelos teclados.

Emendaram com “Visions Prelude”, e os dois vocalistas foram magistrais no

encerramento da apresentação do álbum Rebirth.


Cerraram-se as cortinas por alguns momentos, para a preparação da apresentação do

álbum Vera Cruz. Nos telões passou uma animação com o prologo do trabalho

(https://youtu.be/dkkOT5q_dyk), explicando a história.


Quando a banda voltou, a decoração do palco tinha mudado. Foram introduzidos

canhões, leme e duas estátuas gigantes de cavaleiros, verdadeiros megazords do

Power Metal. Esse estilo as vezes é chamado, de maneira não muito elogiosa, de

“metal espadinha”. Nesse trabalho, a banda usou essa alcunha com todo o orgulho,

produzindo um trabalho primoroso.



Edu voltou trajando um sobretudo vermelho estilo navegador. Desde o começo da

introdução de Burden era visível que a banda estava mais confortável com a

execução. Afinal esse era o trabalho que eles construíram juntos, e iam apresentar na

íntegra. E o público respondeu, com empolgação redobrada. A freira citada em “The

Ancestry” fez uma participação, mostrando que essa parte teria uma preocupação

maior com o mise-en-scène.




Vera Cruz foi executado na íntegra e na sequencia, e quem estava lá vai lembrar

sempre dessa noite. Destacam-se o dueto com o público no refrão de Sea of

Uncertainties, o começo de Skies In Your Eyes onde Edu começou tocando um violão

e Crosses onde Aquiles mostrou porque é um monstro sagrado da bateria.

Roberto Barros voltou para a introdução de Land Ahoy, com uma técnica de violão

absurda. No meio da música, uma encenação de batalha de espadas, para que

ninguém esquecesse que a noite era do Power Metal.


Os vocais de Fire With Fire e Mirror of Delusion ficaram a cargo principalmente dos

backings Fabio Caldeira e Raissa Ramos, que executaram com perfeição. Em Bonfire

of the Vanities tivemos a volta de Fabio Lima e a participação do irmão de Edu, Tito

Falaschi. O Tito compôs e executou o solo dessa música tanto no estúdio quanto no

show. O palco ficou com 10 músicos (tipo Slipknot) e valeu a pena.



A próxima música, Face of the Storm, contou com Max Cavalera na gravação. Para o

show, ele foi substituído por Marcelo Pompeu do Korzus e Fernanda Lira do Crypta,

representando a velha guarda do Thash Metal e a nova geração do Death Metal. O

carisma de Pompeu e a energia da Fernanda marcou demais essa música.


Para encerrar o álbum, a última convidada da noite foi Elba Ramalho, para cantar

Rainha do Luar. Com uma carreira totalmente sedimentada em um estilo totalmente

diverso do Metal, ela participou da gravação e do show de maneira primorosa, com

uma execução primorosa. Escolha mais do que acertada do Edu.



Após a última musica do Vera Cruz, a banda saiu mas logo retornou para o bis, node

emendaram Deus Le Volt! e Spread Your Fire, para matar as saudades dos tempos de

Edu e Aquiles no Angra. Ao final, todos os convidados voltaram para agradecer ao

público.







Apesar de alguns problemas pontuais no começo, foi uma apresentação espetacular.

Apenas o Rebirth já valeu a pena, mas não há como negar que o ponto alto da noite

foi Vera Cruz. Como afirmou o Edu no começo do show “...agora eu sou dono da

minha carreira e eu sei os custos e os riscos que existem para montar um espetáculo

desses. Antes de tudo, é a realização de um sonho”. E que belo sonho, que todos os

presentes com certeza ficaram muito satisfeitos de sonhar junto.

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