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  • Foto do escritorRicardo Bernardo

Manowar - Espaço Unimed - 23/09/2023

texto por : Ricardo Bernardo

fotos da produção


Na noite em que o heavy metal mostrou seu poder supremo, o Manowar tomou o palco do Espaço Unimed com uma energia avassaladora. O início do show pontual, uma raridade em muitos eventos, marcou o começo de uma jornada épica na turnê "Crushing the Enemies of Metal". O local estava mais do que lotado; estava eletrificado, com fãs ansiosos para testemunhar uma performance que se tornaria lendária.



A banda, mesmo com os anos de estrada, mostrou que a experiência só aprimorou sua maestria musical. Apesar de terem reduzido um pouco a velocidade e o tom das músicas para acomodar melhor suas possibilidades, isso em nada comprometeu a qualidade da apresentação. Pelo contrário, trouxe uma profundidade e maturidade às músicas, tornando a experiência ainda mais rica.


Eric Adams, o vocalista cuja idade não impede sua habilidade inigualável, interpretou cada música como um guerreiro em um campo de batalha. Sua voz, mesmo após todos esses anos, ainda era poderosa e emotiva, capturando a essência das letras e injetando nelas uma nova vida.



O baixista Joey De Maio, em um discurso emocionado em português, revelou seu amor pelo Brasil. Ele expressou um desejo ardente de voltar e participar novamente do festival Monsters of Rock, conectando-se profundamente com os fãs brasileiros, que retribuíam com aplausos ensurdecedores.



O set-list, embora tenha deixado alguns clássicos de fora, foi uma jornada através dos sucessos do Manowar. Começando com "Manowar", a banda chegou detonando tudo, preparando o terreno para uma noite de pura intensidade. "Kings of Metal" foi uma montanha-russa de emoção, empolgante e eletrizante. "Fighting the World", um clássico cantado em uníssono, trouxe uma onda de nostalgia e camaradagem entre a banda e seus seguidores fiéis.


"Holy War" foi uma surpresa agradável, funcionando incrivelmente bem ao vivo, provando que a música envelheceu como um bom vinho. "Immortal" foi um petardo sonoro, um verdadeiro tributo à imortalidade do heavy metal. "Call to Arms" foi interpretada com uma emoção palpável, as notas reverberando com o espírito de uma verdadeira chamada para a batalha.



"Heart of Steel" foi outro petardo emocional, com Adams entregando cada palavra com uma paixão palpável. Em "Warriors of the World United", a banda trouxe convidados da banda Heart of Steel, um cover do Manowar no Brasil, criando uma atmosfera de união e celebração.


O dueto de baixo e guitarra destacou a técnica e o sentimento dos músicos, mesmo que tenha sido repetido devido a um pequeno contratempo técnico, mostrando a habilidade profissional da banda. "Hail and Kill", uma das músicas mais pedidas e aguardadas da noite, incendiou a multidão, enquanto "The Dawn of Battle" agitou ainda mais os ânimos.


"King of Kings", do álbum "Gods of War", foi uma prova da evolução musical da banda, com a galera já cantando junto como se fosse um hino conhecido. "The Power", um clássico do álbum "The Triumph of Steel", foi uma exibição impressionante de técnica e poder, tanto instrumental quanto vocal. "Fight Until We Die" encerrou a setlist principal com uma explosão de energia e emoção, deixando os fãs ansiando por mais.



Após uma breve pausa, a banda voltou com força total, apresentando o clássico absoluto "Battle Hymn" na íntegra, uma jornada musical que levou os fãs a um estado de êxtase. "Black Wind, Fire and Steel" trouxe a noite a um fechamento triunfante, uma tempestade sonora que deixou todos extasiados. "Army of the Dead, Part II" foi o epílogo perfeito, encerrando a noite com um estrondo final.



O saldo do show foi inegavelmente positivo. A espera valeu a pena, e a promessa de retorno deixou os corações dos fãs ansiosos por mais. O Manowar, com sua turnê "Crushing the Enemies of Metal", mostrou mais uma vez por que são verdadeiros reis do metal, deixando uma marca indelével no Brasil e nos corações de todos aqueles que tiveram o privilégio de testemunhar esse espetáculo incrível. Com um público fervoroso e uma banda em seu ápice, o Espaço Unimed se transformou em um campo de batalha musical, e todos os presentes saíram de lá, sem dúvida, transformados pela experiência inesquecível que foi o show do Manowar.




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