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Resenha - Electric Mob – 2 Make U Cry & Dance

  • Foto do escritor: Ricardo  Bernardo
    Ricardo Bernardo
  • 12 de jul.
  • 3 min de leitura

Lançado em edição especial nesta sexta-feira, 2 Make U Cry & Dance reafirma por que o Electric Mob se tornou um dos principais nomes do hard rock brasileiro da atualidade. O quarteto de Curitiba entrega um trabalho que bebe na fonte de gigantes como Whitesnake, Aerosmith, The Black Crowes e, em alguns momentos, lembra o peso moderno de Rival Sons, mas sem cair na armadilha de soar apenas como uma banda nostálgica.

A abertura com "Sun Is Falling" já deixa claro o caminho do álbum: riffs marcantes, refrões de fácil assimilação e uma produção encorpada. "By The Name (Nanana)" aposta em uma atmosfera mais descontraída, trazendo um dos refrões mais grudentos do disco. Daquelas músicas que começam como "vou ouvir só uma vez" e, meia hora depois, continuam tocando na cabeça sem pedir autorização.


Em "Watch Me (I'm Today's News)", a banda adiciona uma dose extra de peso e atitude, enquanto "4 Letters" mostra um lado mais melódico e emocional, sem exagerar na fórmula das power ballads. O restante do repertório mantém um nível bastante consistente, evitando aquelas faixas que parecem existir apenas para inflar a quantidade de músicas nas plataformas digitais. O algoritmo agradece. O ouvinte também.


Um dos grandes trunfos do álbum continua sendo a performance vocal de Renan Zonta, que impressiona pela potência e versatilidade, sustentada pelos riffs e solos inspirados de Ben Hur Auwarter. A base formada por Yuri Elero e André Leister completa um trabalho sólido, equilibrando peso, groove e melodias com naturalidade.



2 Make U Cry & Dance não pretende reinventar o hard rock. A proposta é outra: entregar um álbum honesto, bem produzido, cheio de refrões fortes e com personalidade suficiente para mostrar que o gênero continua vivo e muito bem representado no Brasil.


Informações gerais

  • Artista: Electric Mob

  • Álbum: 2 Make U Cry & Dance

  • Lançamento original: 27 de janeiro de 2023

  • Edição Deluxe: 10 de julho de 2026

  • Gravadora: Frontiers Music Srl

  • Gênero: Hard Rock, Blues Rock, Classic Rock

  • Duração (edição original): 43 min 39 s

  • Número de faixas: 11 (18 na Deluxe Edition)



Onde foi gravado


O álbum foi gravado durante 2022, no Brasil. A banda realizou as gravações antes da saída do baterista André Leister, que deixou o grupo logo após a conclusão do disco. A produção foi conduzida em parceria com a Frontiers Music, na Itália, responsável pelo lançamento mundial.

Formação da banda

  • Renan Zonta – Vocais

  • Ben Hur Auwarter – Guitarras

  • Yuri Elero – Baixo

  • André Leister – Bateria (gravou o álbum)

Após as gravações, André Leister deixou a banda e foi substituído por Mateus Cestaro para as turnês.


Tracklist

  1. Sun Is Falling

  2. Will Shine

  3. IT'S GONNA HURT

  4. By The Name (nanana)

  5. Soul Stealer

  6. 4 Letters

  7. Locked n Loaded

  8. Saddest Funk Ever

  9. Thy Kingdom Come

  10. Love Cage

  11. WATCH ME (I'm Today's News)

Faixas extras da Deluxe Edition (2026)

Além das 11 músicas originais, a edição especial traz:

  • 6 faixas ao vivo gravadas no Capital Moto Week, em Brasília.

  • A versão alternativa de WATCH ME (I'm Today's News), que anteriormente havia sido lançada apenas no mercado japonês.


Singles

  • Love Cage

  • By The Name (nanana)

  • Sun Is Falling

  • WATCH ME (I'm Today's News)

  • 4 Letters (Live)

  • Will Shine (Live)


Redes sociais oficiais


🎸 Nota do Velho Banger: 7,0/10


Um disco consistente, divertido e competente, que certamente merece espaço na coleção de qualquer fã de hard rock clássico com uma pegada moderna.


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